Terceiro mandato de Lula termina com maior déficit desde o plano real

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue para o encerramento com o maior déficit das contas públicas desde a criação do Plano Real, em 1994. Dados do Tesouro Nacional e projeções do mercado financeiro indicam que o desequilíbrio fiscal se intensificou, mesmo após a adoção do novo arcabouço fiscal.

O resultado negativo do governo central voltou a ser registrado em 2023 e permaneceu sob pressão ao longo de 2024 e 2025, frustrando a expectativa inicial de reequilíbrio mais gradual das contas públicas.

Especialistas apontam que o principal fator de pressão é o crescimento dos gastos obrigatórios, como previdência, benefícios sociais e folha de pagamento do funcionalismo, que avançaram acima da capacidade de arrecadação da União.