MP e assistência de acusação vão recorrer de decisão no caso Henry Borel
O Ministério Público do Rio de Janeiro e a assistência de acusação anunciaram que vão recorrer da decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no julgamento do caso Henry Borel.
As partes sustentam que a juíza Elizabeth Machado Louro teria interferido na formulação dos quesitos submetidos ao Conselho de Sentença, influenciando a decisão dos jurados sobre a responsabilização de Monique pelo homicídio do filho.
Inicialmente, os jurados reconheceram a prática do crime para o ex-vereador Jairinho e para Monique. Após a reformulação dos quesitos, a mãe de Henry acabou condenada apenas por homicídio culposo e por omissão em relação à tortura sofrida pela criança, recebendo pena de um ano e quatro meses de prisão.
A magistrada concedeu o perdão judicial em relação ao homicídio e considerou que a pena já havia sido cumprida durante o período em que Monique permaneceu presa ao longo dos cinco anos de tramitação do processo. Com isso, ela deixou a prisão nesta quinta-feira.
O advogado Cristiano Medina, representante de Leniel Borel, pai de Henry, informou que pretende recorrer para tentar anular o julgamento. Durante a leitura da sentença, a juíza afirmou que Monique também foi alvo de julgamento social marcado por preconceitos de gênero.
Por: G1




