Aquecimento global amplia área de atuação de mosquitos transmissores de dengue, zika e chikungunya
Os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático, estão ampliando sua área de ocorrência no mundo e chegando a regiões onde antes não era comum encontrá-los.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a presença do mosquito-tigre avançou 55% entre os países da região europeia nos últimos sete anos, chegando a 31 nações. A entidade alerta que a expansão aumenta a importância da vigilância, da detecção precoce e das ações de controle dos vetores.
Especialistas apontam o aquecimento global como um dos principais fatores para essa mudança. Com períodos de calor mais longos, os mosquitos encontram condições mais favoráveis para sobreviver e se reproduzir.
No Brasil, a dengue também avançou para áreas historicamente mais frias. No Rio Grande do Sul, os casos confirmados passaram de 80, em 2018, para cerca de 2,4 mil neste ano.
Os pesquisadores ressaltam que a presença do mosquito não significa, necessariamente, transmissão imediata da doença. Para que isso aconteça, também é necessária a circulação do vírus e a existência de condições ambientais favoráveis.
A expansão preocupa porque regiões que não tinham experiência com dengue podem ter maior dificuldade para reconhecer e tratar rapidamente os casos. Além disso, populações sem contato anterior com o vírus podem apresentar maior número de pessoas suscetíveis à infecção.




