Estudo aponta que cocaína em rios altera comportamento de animais aquáticos

Uma pesquisa, publicada na revista Current Biology, acompanhou 105 salmões jovens durante oito semanas em um lago na Suécia. Os resultados mostraram que os peixes expostos á cocaína passaram a nadar mais e a ocupar áreas maiores em comparação aos que não tiveram contato com a substância.

O estudo internacional revelou que resíduos de cocaína presentes na água já estão alterando o comportamento de animais na natureza. A substância foi identificada em rios e mares no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, levantando preocupação entre cientistas sobre os impactos ambientais.

Os pesquisadores explicam que a presença de cocaína na água não ocorre por descarte direto, mas como consequência do consumo humano. Após ser ingerida, a droga é parcialmente eliminada pelo corpo e segue para o sistema de esgoto. Como as estações de tratamento nem sempre conseguem remover completamente esses compostos, eles acabam chegando a rios e lagos.

Apesar dos efeitos observados nos peixes, os autores destacam que não há evidências de risco para o consumo humano de pescado. Ainda assim, o estudo reforça o alerta sobre os impactos de poluentes emergentes no meio ambiente e na fauna aquática.

Por: Redação