Estudo da USP revela como parasita da malária utiliza hormônio do sono
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com cientistas franceses, descobriram como o parasita da malária utiliza a melatonina, hormônio associado à regulação do sono, para sincronizar seu desenvolvimento no organismo humano.
O estudo identificou uma proteína chamada MT-PfSR1, que permite ao Plasmodium falciparum, responsável pela forma mais grave da malária, reconhecer a melatonina e responder aos sinais do relógio biológico humano.
Produzida principalmente durante a noite, a melatonina ajuda a regular o ciclo de sono e vigília. Os cientistas observaram que o parasita consegue detectar esse hormônio e utilizar seus sinais para sincronizar o desenvolvimento dentro dos glóbulos vermelhos.
A investigação começou nos anos 2000, quando pesquisadores da USP observaram que a melatonina influenciava o desenvolvimento do parasita. Em 2008, foram identificados quatro possíveis receptores, dos quais dois foram analisados na pesquisa mais recente.
A descoberta amplia o conhecimento sobre os mecanismos biológicos da malária e pode abrir caminho para novas estratégias de tratamento da doença.




