Uso compassivo da polilaminina: sete pacientes morreram desde fevereiro

A pesquisadora Tatiana Sampaio informou que sete pacientes morreram desde fevereiro após receberem a polilaminina em uso compassivo. Segundo ela, mais de 100 pessoas já utilizaram a substância no Brasil. Além disso, a pesquisadora apresentou os dados durante a Rio Innovation Week. Por outro lado, o Laboratório Cristália afirma que a maioria das aplicações ocorreu sem efeitos adversos e considera o procedimento seguro.

Pesquisadora apresenta balanço dos pacientes

Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos da polilaminina, apresentou um levantamento sobre os pacientes que receberam a substância em uso compassivo.

De acordo com a pesquisadora, mais de 100 pessoas participaram dessa modalidade de tratamento desde fevereiro. Nesse período, sete pacientes morreram. Além disso, o caso mais recente ocorreu na quinta-feira (6).

Cristália defende a segurança do procedimento

O Laboratório Cristália informou que a maioria das aplicações transcorreu sem efeitos adversos.

Ainda segundo a empresa, os dados disponíveis não relacionam diretamente as mortes ao uso da polilaminina. Por isso, o laboratório reiterou que considera o procedimento seguro.

Como funciona o uso compassivo?

O uso compassivo permite que pacientes utilizem medicamentos ou substâncias ainda em fase de pesquisa.

No Brasil, a Anvisa autoriza esse tipo de acesso antes da conclusão dos estudos clínicos. Dessa forma, pacientes com doenças graves podem receber tratamentos experimentais quando não existem outras alternativas terapêuticas.

Estudos continuam

Os pesquisadores ainda avaliam a eficácia e a segurança da polilaminina. Por fim, somente após a conclusão dos estudos clínicos e da análise da Anvisa a substância poderá receber autorização para uso amplo.

Por: Redação