As principais notícias do Brasil

Declarações do IR ficam abaixo da expectativa

A Receita Federal recebeu um número abaixo do esperado de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física neste ano.

Houve crescimento mínimo de apenas 0,08% em relação a 2024, quando pouco mais de 43,3 milhões de contribuintes enviaram a declaração dentro do prazo.

Correios registram prejuízo recorde de R$ 1,72 bilhão e enfrentam denúncias de colapso operacional

A crise nos Correios se agravou: a estatal registrou prejuízo de R$ 1,72 bilhão no primeiro trimestre de 2025 — mais que o dobro das perdas no mesmo período de 2023. É o pior resultado desde 2017.

Além dos números negativos, funcionários relatam falta de materiais, atraso nos pagamentos e fechamento de agências.

A Anac chegou a suspender voos da empresa por falhas no transporte de produtos perigosos.

O Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga uma possível manobra contábil que teria reduzido artificialmente o rombo de 2023.

Em nota, os Correios afirmaram que a operação está garantida até o final deste ano, e que medidas de corte e reestruturação estão em andamento para equilibrar as contas.

Desaprovação ao governo Lula chega a 53,7%, segundo AtlasIntel

A desaprovação ao governo Lula bateu recorde e alcançou 53,7%, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira. É o maior índice de insatisfação desde janeiro de 2024.
Depois de um período de queda, a avaliação negativa voltou a crescer, impulsionada pelo escândalo envolvendo o INSS.
A crise ganhou força após denúncias de descontos indevidos em aposentadorias, envolvendo entidades que teriam lucrado ilegalmente nos últimos anos.
Também pesou o envolvimento do irmão do presidente, Frei Chico, com um dos sindicatos investigados.

Câmara e Senado pedem suspensão do IOF sobre risco sacado

O presidente da Câmara, Hugo Motta, pediu a suspensão imediata do IOF sobre operações de risco sacado.
Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deram um prazo de dez dias ao governo para apresentar alternativas ao aumento do imposto.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o decreto foi mantido para garantir o funcionamento da máquina pública.

A medida deve recolher R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

Câmara aprova CNH Social para pessoas de baixa renda

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que traz mudanças importantes para quem dirige no Brasil.
Uma das novidades é a CNH Social, que vai usar parte do dinheiro das multas para pagar a habilitação de pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único.
Outra mudança é a exigência de exame toxicológico para quem for tirar a primeira CNH nas categorias A e B. Hoje, o teste só é obrigatório para motoristas profissionais.
Também foi aprovada a transferência digital de veículos, com contrato assinado eletronicamente. A vistoria poderá ser feita de forma online. A regulamentação ficará a cargo do Contran.

Energia elétrica terá bandeira vermelha em junho, anuncia Aneel

A Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 1 para junho e a conta de luz vai ficar mais cara.
A partir de junho, os consumidores vão pagar R$ 4,46 a mais a cada 100 quilowatts-hora de energia consumidos. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta sexta-feira.
O motivo é a redução nas chuvas e a queda na geração de energia por hidrelétricas, o que exige o acionamento de usinas termelétricas, mais caras.
A bandeira estava amarela em maio. A mudança serve como alerta para o uso consciente de energia.

Casos de síndrome respiratória grave avançam entre adultos e idosos

O boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira aponta que os casos de síndrome respiratória aguda grave por Influenza A estão em níveis de moderado a muito alto entre jovens, adultos e idosos.
A mortalidade é mais alta entre idosos e crianças até dois anos de idade.
Nas últimas quatro semanas, entre os óbitos, 72,5% foram por Influenza A, seguida por vírus sincicial respiratório, rinovírus, Influenza B e SARS-CoV-2.
Em São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal, as hospitalizações por VSR começam a cair. No Mato Grosso do Sul e Pará, a Influenza A se mantém em níveis altos, mas está estabilizada.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a r$ 11 milhões

Duas apostas catarinenses acertaram cinco dos seis números da mega-sena no concurso 2869, sorteado nesta quinta-feira.

Ninguém acertou todas as dezenas — o prêmio principal de r$ 11 milhões acumulou e será sorteado no próximo sábado, às 8 da noite.

Ao todo, 41 apostas acertaram a quina e mais de 2.600 levaram a quadra, garantindo r$ 1.114,23 cada.

Os números sorteados foram: 02 – 10 – 13 – 40 – 41 – 53.

Bolsonaro desiste de testemunhas em processo no STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que desistiu de ouvir quatro testemunhas no processo que está em andamento.

Entre os desistentes estão os ex-ministros Eduardo Pazuello e Gilson Machado, além do advogado Amauri Feres Saad e do médico Ricardo Peixoto Camarinha.

De acordo com a polícia federal, Saad é apontado como um dos autores de um documento supostamente elaborado junto com outros assessores do ex-governo.

Camarinha, por sua vez, foi médico da presidência durante a gestão Bolsonaro. Essas alterações no rol de testemunhas marcam uma nova etapa no desenvolvimento do caso.

Haddad discute aumento do IOF com líderes do Congresso para garantir equilíbrio fiscal

Na última quarta-feira (28), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a necessidade de um possível aumento no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Durante o encontro, Haddad alertou que a manutenção da máquina pública pode ser comprometida sem essa elevação, cujo objetivo é aumentar a arrecadação e equilibrar as contas do governo.

O ministro apresentou um plano que prevê cortes de R$ 30 bilhões em despesas e a geração de R$ 20 bilhões em receitas adicionais, como parte do esforço para cumprir as metas fiscais estabelecidas.

Haddad também ressaltou que, caso a proposta seja rejeitada, o governo poderá ser obrigado a promover um contingenciamento ainda maior nos gastos públicos, o que pode afetar diversas áreas da administração.